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PELO TELEPHONE
Ernesto dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida



Em 27 de novembro de 1916 foi registrada apenas com autoria de Donga (Ernesto dos Santos) e mais tarde acrescentado como compositor o jornalista Mauro de Almeida. A partitura do primeiro samba é data 01 de novembro de 1916 e está entre os arquivos da Divisão de Música da Biblioteca Nacional (BN). Historiadores alegam que foi composta em 1913, no quintal da casa da Tia Ciata (terreiro), na Praça Onze, na cidade do Rio de Janeiro/RJ (Brasil).

Em 20 de janeiro de 1917 foi lançado o disco Single de Baiano, somente no Lado A, com formato de 78 RPM, duração de 4:03 pela Gravadora Casa Edison através do selo Odeon Records.

A pesquisadora Susana Martins afirma na matéria publicada na Revista de História da BN no dia 9 de setembro de 2007, “Pelo Telefone marcou a história por ter sido também o primeiro samba a lograr um grande sucesso popular. Agitou o carnaval de 1917, e foi tão espetacular o seu êxito que várias paródias logo foram criadas, e este virou até anúncio da cerveja Fidalga, publicado em diversos jornais”.

Já Elvio Filho, comenta que "Acredita-se que tenha sido Pixinguinha o responsável por escrever a partitura de Pelo Telefone ... Donga, parceiro de Pixinguinha nos Oito Batutas, grupo musical formado por este em 1919. Muita polêmica girou em torno da questão de quem tenha sido o verdadeiro autor da música Pelo Telefone, uma vez que ela foi reclamada por outros compositores tais como Baiano, Tia Ciata e Sinhô."


CLIQUE AQUI, e confira a partitura do primeiro samba.

Foto 1 : encarte CD 100 anos de Carnaval - Banda Canecão
Foto 2 : site oficial Donga - disco single lado A
Foto 3 : Reprodução vídeo - Donga recebe prêmio
Foto 4 : Partitura por Eternas















Donga recebe prêmio






O Chefe da Folia
Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar

Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás

Tomara que tu apanhe
Pra não tornar fazer isso
Tirar amores dos outros
Depois fazer teu feitiço

Ai, se a rolinha, Sinhô, Sinhô
Se embaraçou, Sinhô, Sinhô
É que a avezinha, Sinhô, Sinhô
Nunca sambou, Sinhô, Sinhô
Porque este samba, Sinhô, Sinhô
De arrepiar, Sinhô, Sinhô
Põe perna bamba, Sinhô, Sinhô
Mas faz gozar, Sinhô,

O “Peru” me disse
Se o “Morcego” visse
Não fazer tolice
Que eu então saísse
Dessa esquisitice
De disse-não-disse

Ah! Ah! Ah!
Aí está o canto ideal, triunfal
Ai, ai, ai
Viva o nosso Carnaval sem rival

Se quem tira o amor dos outros
Por Deus fosse castigado
O mundo estava vazio
E o inferno habitado

Queres ou não, Sinhô, Sinhô
Vir po cordão, Sinhô, Sinhô
É ser folião, Sinhô, Sinhô
De coração, Sinhô, Sinhô

Porque este samba, Sinhô, Sinhô
De arrepiar, Sinhô, Sinhô
Põe perna bamba, Sinhô, Sinhô
Mas faz gozar, Sinhô, Sinhô

Quem for bom de gosto
Mostre-se disposto
Não procure encosto
Tenha o riso posto
Faça alegre o rosto
Nada de desgosto

Ai, ai, ai
Dança o samba
Com calor, meu amor
Ai, ai, ai
Pois quem dança
Não tem dor nem calor