É um grupo de mulheres, vestidas de baianas, que acompanhava as festas de Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Lagarto, SE. Uma das Taieiras, girando no ar sua varinha enfeitada, acompanhando o andor da santa, canta no que é seguido pelas demais componentes do grupo. As taieiras seguem a procissão que percorre as ruas da cidade, ao som de uma banda de música, com muitos foguetes. A princípio as taieiras eram uma manifestação folclórica própria de Sergipe. Depois, os pesquisadores chegaram à conclusão de que, na cidade de São Miguel, Alagoas, as taieiras também se apresentavam não apenas por ocasião das festas de Natal como também na festa de Nossa Senhora do Ó, padroeira da cidade, no dia 18 de dezembro, e no dia de São Sebastião, no dia 20 de janeiro. Os personagens das taieiras são o Rei e a Rainha, o Mateu, a Catarina, a Crioula e as baianas, que vestem as roupas parecidas com as que são usadas nos reisados e quilombos, com muitas jóias, voltas, cordões de ouro, pulseiras próprias das baianas. As baianas formam dois cordões, como nos pastoris, um azul e outro encarnado. A crioula é uma boneca, como a do maracatu. Como se vê, as taieiras são uma mistura de baianas, pastoril, reisado. Antes de se exibirem, antes de existir a igreja de Nossa Senhora do Rosário, as taieiras iam até a Igreja Matriz para salvar o santo no altar onde morava a imagem de São Benedito, o patrono das taieiras alagoanas. www.carnaxe.com.br/dic |