Lavagem de Itapuã 2026 celebra ancestralidade


Lavagem de Itapuã 2026 celebra a chegada do Carnaval, voltou a reunir moradores e visitantes em Itapuã, na festa dedicada a Nossa Senhora da Conceição e Iemanjá, nesta sexta-feira, dia 05 de fevereiro de 2026, em Salvador, na Bahia. Em seu 121º ano, o festejo realizado na orla de Salvador celebrou um dos elementos mais característicos das tradições populares da Bahia: o encontro de diferentes devoções em uma mesma celebração, unidas pela música, ancestralidade e fé. Com apoio do Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo da Bahia, por meio das Secretarias de Cultura (SecultBA) e Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), três grupos desfilaram este ano: o Cortejo do Abaeté, o Malê Debalê e a Escola de Samba Unidos de Itapuã. O incentivo garantiu a presença das agremiações no cortejo e reforçou a identidade afro-brasileira da celebração.

O cortejo das baianas deu início ao festejo e seguiu pelas ruas tomadas pela brisa do mar até a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, onde a lavagem das escadarias renovou a tradição que há mais de um século marca a vida do bairro. Entre os momentos simbólicos deste ano estiveram as homenagens a duas figuras profundamente ligadas à história cultural e religiosa do território: a Ekedi Teresa Alves de Souza, do terreiro Ilê Axé Oya Demim, de Lauro de Freitass; e o músico, pescador e fundador do Afoxé Korin Nagô, Ulisses dos Santos. Suas trajetórias representam o elo entre espiritualidade, comunidade e tradição oral no bairro.

Para o Cortejo do Abaeté, a Lavagem é um reencontro com o espaço que moldou sua existência. Nilma Rigaud, presidente do grupo, destaca que a celebração é também uma afirmação fortalecida pelo apoio do Ouro Negro.

Filho de Itapuã, o Malê Debalê cruzou o bairro com a força que o consolidou como referência nacional. No reencontro com suas origens, o presidente Claúdio de Araújo destacou que o apoio do Ouro Negro tem ampliado a presença e o alcance do grupo no território. “Para mim, o secretário Bruno Monteiro, junto com o Jerônimo Rodrigues, viraram a chave de uma forma muito abrangente e não poderia ser diferente. O Programa Ouro Negro impacta muito na nossa península itapuãzeira”.

A Escola de Samba Unidos de Itapuã levou baianas, passistas e ritmistas ao cortejo, reafirmando o peso histórico do samba no bairro. Em meio à celebração, a escola ressaltou como o Ouro Negro tem fortalecido sua trajetória e ampliado sua visibilidade nas festas populares. “A participação da Unidos de Itapuã, com o apoio do Governo da Bahia por meio da SecultBA e do Programa Ouro Negro, representa o reconhecimento institucional da sua trajetória cultural, fortalece o samba como expressão da cultura negra e comunitária, amplia a visibilidade da escola nas festas populares da Bahia e reafirma o papel do samba como identidade, resistência e inclusão social”, relatou Nailton da Cruz Maia, presidente da agremiação.

OURO NEGRO - Criado em 2008, o Programa Ouro Negro é uma consolidação do compromisso do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), para o fortalecimento das manifestações da cultura afro-brasileiras, que há décadas mostram a potência da diáspora africana no Brasil, que mantém viva a ancestralidade e que realizam um trabalho sócio-cultural importantíssimo em suas comunidades de origem.

Fonte/ Texto: SECULT BA (06/02/2026) - Fevereiro 2026

www.carnaxe.com.br