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Tunel do Tempo
O samba no Brasil, surgiu no final do primeiro Império, na Bahia (Salvador). Era um samba diferente, tocado com apenas jongo, batuque e cateretê. Mais tarde veio o fado brasileiro e por último o samba. A criaçao de um tipo de música carnavalesca capaz de expressar o gosto e as necessidades de cada uma dessas camadas, no entanto, não foi tão fácil de conseguir quanto essa divisão dentro da estrutura social. os antigos ranchos, evoluindo pela lanquidez nestiça da sua músia na base de instrumentos de sopro para uma forma de marcha cadenciada e dolente, acabariam fixando um novo genero de música mais tarde denominado de mancha-rancho. As pipocas, porém compostos por pessoas sem o mínimo poder aquisitivo - o que desde logo excluia a possibilidade de aparecer alguém com instrumento que não fosse de percussão - tinham que se apoiar no ritmo de quadrinhas soltas ou estribilhos. Foi assim, que desse ritmo certamente batucado, nasceu o "Samba".


Trajetória do Samba
Da Bahia, o samba foi para Sergipe e desceu para o Rio de Janeiro, onde progrediu. Ano após ano, são batidos recordes de quantidade de composições. As músicas cantadas no carnaval, quem qualquer ponto do Brasil, tanto podia ser velhos estirlhos do sabor africano, divulgados por antigos ranchos de baianos pu por cucumbis e afoxés e até as valsas dos brancos.

Evolução Samba
O primitivo era o samba RAIADO com som e sotaque sertanejos. Depois, veio o samba CORRIDO, mais harmonioso e pronúncia baiana. Apareceu então, o samba CHULADO, samba rimado e deste nasceu a MARCHINHA, modinhas que invadiram clubes.

Evolução Marchinha
A marchinha se caracteriza por ser de modalidade de fundo de brejeiro, fácil de reter e dançar. Segue abaixo a evolução no Brasil.

Década 20
Num período de profundas transformações sociais e políticas; onde a música norte-americana invade o ocidente e a renovação dos costumes que impera no pós-guerra, possibilita a formação de novos gêneros musicais, nasce as marchinhas. Elas ganham as ruas e os salões.

Década 30
Nesta década, a marchinha supera o samba em popularidade no carnaval. Surgem os concursos que elegem a música do ano.

Década 40
No início dessa década, a ditadura do Estado Novo de Vargas impõe a censura que atinge as marchinhas carnavalescas.

1869
Mesmo não considerada primeira música (marchinha) de carnaval, Zé Pereira surgiu antes de Abre Alas de Chiquinha Gonzaga. Esta música resultou do aproveitamento de uma marcha francesa d pe;ca La Pompiers de Naterre. Francisco Correia Varques escreveu a versao, lançando como ponto alto de sua cena cômica Zé Pereira Carnavalesco, levada a Teatros de todo o Brasil.

1899
A marchinha Ó Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga apontava para o surgimento de um novo gênero musical brasileiro: as músicas carnavalescas. Ano após ano, são batidos recordes de quantidade de composiçãoes. Click aqui para ver a letra.

1917
Até o aparecimento do samba em 1917, os carnavais refletiam da maneira mais transparente as contradições expressas na confusão que resultava da maneira indecisa pela qual as novas camadas urbanas procuravam enquadra-se na festa do povo.

1920
Tudo se prendia, no fundo, ao fato de que até pelo menos esse ano, as músicas não serem feitas exclusivamente para o carnaval. As músicas eram as de todo o ano e só quem produzia com a itenção carnavalesca eram os compositores anônimos dos grupos, ranchos, cordões e blocos, fazendo empre glosas aos seus nomes.

1921
O certo é que, à partir da composição "O pé de Anjo"de Sinhô (que nada mais era, aliás do que um plágio da valva francesa divulgada no Brasil com o título de Geny), a marcha acabaria se fixando como o segundo gênero de música até hoje mais constante do carnaval brasileiro (click aqui).

1930
O frevo pernambucano começa também a se espalhar pelos carnavais de todo Brasil.

1931
Eis como se chegou, finalmente a esse maravilhoso resultado de criação popular único no mundo, que consiste em poder cantar em côro, num uníssomo perfeito, os mais diferentes gêneros de músicas, em meio ao aparente caos do Carnaval. Exatamente fazia prever há cem anos, cantando ao som do bumbo os versos que até hoje não perderam sequer a oportunidade de sugestão.

Texto : Luiz Américo Lisboa Jr



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